Imbé – Depois de o jovem Andrei Johann, 29 anos, ter sido atacado por algum animal marinho no sábado, em Atlântida, sofrendo um corte de 10 centímetros e levando 20 pontos no pé direito, outro surfista foi mordido. O hamburguense Vinícius Minozzo, 24, estava surfando em Albatroz no último sábado, às 20 horas. Sentado na prancha, ele sentiu algo bater no seu pé e logo depois uma puxada na perna, com uma forte dor. Ele levantou a perna e viu que estava sangrando. Quando olhou para os lados percebeu movimentação na água. “Parecia que tinha pelo menos uns seis tubarões.’’
Vinícius conta que foi ao posto de saúde 24 horas de Imbé, e que lá encontrou outro rapaz com a mesma história. Vinícius levou seis pontos na perna esquerda. Ele acredita que foi um cardume de tubarões-martelo ou de cações que passaram pelo local naquele horário, mas o animal ainda não foi identificado. No entanto, o gerente industrial Juliano André Schaeffer, 35, tirou uma foto de um filhote de tubarão- martelo que encontrou na areia da praia de Xangri-Lá, a cerca de dois quilômetros da plataforma de Atlântida, no dia 27 de dezembro.
De acordo com o oceanógrafo Antônio Matos, técnico da Secretaria do Meio Ambiente de Tramandaí, os tubarões-martelo ou o tubarão-mangona, conhecido como o cação, sempre estiveram presentes no litoral e que essas ocorrências de possíveis ataques a surfistas não são comuns. “Estes tubarões não comem carne humana, eles geralmente ficam ao redor de plataformas ou embarcações para comer outras espécies de peixes.’’
MORDIDA – Ele diz que pela marca da mordida na perna de Vinícius possivelmente foi algum filhote dessas espécies. “Geralmente eles são animais curiosos, então o tubarão deve ter sido atraído pela movimentação para dar uma mordida exploratória’’, explica, ressaltando que a temperatura da água mais elevada pode estar mudando o comportamento das espécies.
Mesmo quem gosta de ficar na beirinha do mar está reclamando. É que as águas-vivas ou mães d’água resolveram aparecer. Na manhã desta quarta-feira, as amigas Giovana Rodrigues, 8, e Rafaela Noronha, 11, de Alvorada, estavam apreensivas. Giovana se queimou nos últimos três dias no mar de Imbé. A mãe, Queila Guterres, 29, disse que a pequena sentiu muita dor. Segundo o comandante dos salva-vidas do litoral norte e sul, major Paulo Roberto Ávila, as mães d’água estão aproveitando a corrente quente. Ele destaca que o modo correto de tratar a queimadura é com água, e de preferência, do mar.
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